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Apresentação da série Mito e Mulher

  • Foto do escritor: Emanuelle Tinel
    Emanuelle Tinel
  • 19 de jan.
  • 2 min de leitura



Ao longo da história, narrativas míticas, literárias e culturais construíram imagens femininas que atravessam o tempo e seguem atuando no imaginário coletivo. Quando nos perguntamos o que uma personagem mitológica, você e eu podemos ter em comum, torna-se possível compreender que esses aspectos não pertencem apenas às histórias antigas, mas à experiência humana compartilhada.


Na Psicologia Analítica, os mitos são compreendidos como expressões do inconsciente coletivo. Eles oferecem imagens simbólicas que auxiliam a nomear o indizível, organizar a experiência emocional e ampliar a consciência. Jung afirma que “o conflito não é apenas um fracasso pessoal, mas um sofrimento comum a todos” (Jung, OC, 18/1, §232), apontando para o caráter coletivo das dores que atravessam a psique.


A série Mito e Mulher nasce da necessidade de criar pontes entre mito, psique e experiência feminina contemporânea. Seu propósito é oferecer leituras simbólicas que favoreçam reconhecimento, reflexão e ampliação de consciência, compreendendo que, quando revisitadas, essas imagens podem se tornar instrumentos potentes de elaboração psíquica.


Meu objetivo é promover reflexões simbólicas e psicológicas sobre o feminino contemporâneo a partir de figuras míticas e históricas, articulando a Psicologia Analítica com a clínica, a maternidade e a saúde mental das mulheres, de modo a favorecer processos de reconhecimento e elaboração emocional.


A série não pretende oferecer respostas prontas nem modelos de feminilidade. Seu compromisso é auxiliar mulheres no reconhecimento das imagens míticas que também as habitam, identificando quais aspectos ainda demandam elaboração e quais já podem ser transformados em consciência.


A série Mito e Mulher fundamenta-se prioritariamente na Psicologia Analítica de C. G. Jung, especialmente em sua compreensão dos mitos como expressões do inconsciente coletivo. Dialoga também com autores que abordam a mitologia como linguagem simbólica da experiência humana, como Joseph Campbell. Além disso, incorpora perspectivas contemporâneas que ampliam a leitura dos mitos a partir de atravessamentos culturais, éticos e históricos.

 
 
 

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